Uma vez criado, o vampiro literário recusou-se terminantemente a ser esquecido, e ao longo das décadas sua fama e seu poder só fizeram crescer. Para entender como surgiu o vampiro como personagem carismático da ficção em prosa, capaz de sobreviver à passagem do tempo e chegar, mais invencível que nunca, ao novo milênio, temos que buscar suas origens e retraçar o caminho pelo qual se tornou foco de atenção de escritores e leitores.
* você sabe onde está seu coração? *
* você acha você consegue encontrar? *
* ou você trocou isso para alguma coisa *
* em algum lugar *
*é melhor só ter*
[pássaros grasnando]
* você sabe onde seu amor é? *
* você acha que você perdeu? *
Querido diário, consegui passar o dia.
Eu devo ter dito, "Eu estou bem, obrigado,"
Pelo menos 37 vezes.
E eu não quis dizer isso nenhuma vez.
Mas ninguém percebeu.
* 'causa você não vai deixar ir *
* de qualquer coisa você segura *
O VAMPIRO PRÉ LITERÁRIO
A origem do vampiro contemporâneo seres fantásticos tomadores de sangue existem numa infinidade de culturas ao redor do mundo, assumindo grande variedade de formas e de comportamento — empusas, lâmias, estriges, bruxas, ghouls etc. O fato de partilharem o hábito alimentar não significa, porém, que necessariamente descendam de uma mesma criatura mitológica ancestral. Qualquer criatura que ameace a vida humana por meio do roubo do sangue reafirma, na verdade, o imenso poder simbólico do próprio sangue, nosso líquido mais precioso. A interpretação do sangue como fonte da vida e poderoso elo entre os seres humanos é universal. Nada mais natural, portanto, que a ameaça representada pelos ladrões de sangue também seja universal. Em muitos dos mitos de tomadores de sangue, a criatura em si não é tão importante quanto a ameaça que representa.

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